14 de janeiro
Colapso em Manaus — pacientes morrem sem oxigênio
Manaus viveu o pior momento da pandemia no Brasil: hospitais lotados, falta de oxigênio, pacientes morrendo asfixiados. A variante P1 (Gamma), mais transmissível, devastou a cidade. Imagens de famílias desesperadas buscando cilindros de oxigênio chocaram o país. Pacientes foram transferidos para outros estados. A tragédia expôs falhas na gestão federal e estadual.
VERY HIGH. Tragédia humanitária. Respeito absoluto às vítimas. Dados factuais.
17 de janeiro
Vacinação contra COVID começa no Brasil
A enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, negra, moradora de Itaquera (SP), foi a primeira brasileira vacinada contra COVID-19 com a CoronaVac. A vacinação começou com profissionais de saúde e idosos, mas avançou lentamente por falta de doses e logística. A campanha acelerou no segundo semestre, alcançando 160 milhões de primeiras doses até dezembro.
Tom factual sobre o atraso e a aceleração posterior. Reconhecer esforço do SUS.
4 de maio
Morte de Paulo Gustavo — o Brasil perdeu a risada
O ator e comediante Paulo Gustavo morreu aos 42 anos por complicações da COVID-19, após dois meses internado. Criador de Dona Hermínia ('Minha Mãe É Uma Peça'), era um dos artistas mais queridos do país. Sua morte comoveu milhões e se tornou símbolo da brutalidade da pandemia — mesmo jovens e saudáveis podiam morrer.
VERY HIGH. Morte por COVID de figura pública querida. Tom respeitoso, sem explorar a dor.
27 de abril – 26 de outubro
CPI da Pandemia — 'eu autorizo, presidente'
O Senado instalou a CPI da Pandemia para investigar a gestão federal da crise sanitária. Depoimentos bombásticos: ex-ministros, lobistas de vacinas, executivos da Prevent Senior. Omar Aziz presidiu, Renan Calheiros relatou. O relatório final pediu o indiciamento do presidente Bolsonaro por 9 crimes, incluindo crimes contra a humanidade. O documento foi enviado à PGR.
VERY HIGH. Tema político. Tom factual. Registrar apurações e conclusões sem partidarismo.
19 de junho
Brasil ultrapassa 500 mil mortes por COVID-19
O Brasil ultrapassou a marca de 500 mil mortes por COVID-19 — o segundo país do mundo a atingir o número. Protestos de 'Fora Bolsonaro' tomaram ruas de capitais. Cruzes plantadas nas praias de Copacabana. O país vivia a terceira onda da pandemia enquanto a vacinação ainda avançava lentamente.
VERY HIGH. Meio milhão de vidas perdidas. Tom respeitoso.
Junho – outubro
Crise hídrica — reservatórios no menor nível em 91 anos
A pior seca em 91 anos deixou reservatórios de hidrelétricas em níveis críticos. O governo acionou a bandeira tarifária 'escassez hídrica' (a mais cara da história): conta de luz subiu até 50%. Risco de apagão pairou sobre o país. Usinas termelétricas foram ativadas, encarecendo ainda mais a energia.
23 de julho – 8 de agosto
Olimpíadas de Tóquio (adiadas de 2020) — Brasil leva 21 medalhas
Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados por 1 ano por causa da pandemia, aconteceram sem público. O Brasil conquistou sua melhor campanha olímpica: 21 medalhas (7 ouro, 6 prata, 8 bronze). Destaques: Italo Ferreira (ouro no surfe inaugural), Rebeca Andrade (ouro e prata na ginástica), Isaquias Queiroz (ouro na canoagem).
Ano inteiro
Inflação dispara — gasolina, carne e gás nas alturas
O IPCA fechou 2021 em 10,06%, o maior desde 2015. Gasolina subiu 47%, carne 8%, energia elétrica 21%. O gás de cozinha virou artigo de luxo para famílias de baixa renda. O 'carrinho de supermercado vazio' virou meme e realidade. O Banco Central elevou a Selic de 2% para 9,25% ao longo do ano.
Impacto social da inflação sobre famílias de baixa renda. Tom factual.
5 de novembro
Morte de Marília Mendonça — luto nacional
A cantora Marília Mendonça morreu aos 26 anos em acidente aéreo em Caratinga (MG), junto com seu tio e assessor, o piloto e copiloto. Dona do feminejo, maior nome do sertanejo da sua geração, Marília era fenômeno cultural. O velório em Goiânia reuniu milhares. O Brasil chorou junto.
VERY HIGH. Morte trágica de figura pública muito querida. Tom respeitoso.