17 de maio
Joesley Batista grava Temer — maior crise do governo
O jornal O Globo e a revista Época publicaram gravação em que o empresário Joesley Batista (JBS) registrou conversa com o presidente Michel Temer aparentemente autorizando pagamento de propina a Eduardo Cunha preso. Temer se tornou o primeiro presidente em exercício denunciado criminalmente. Ibovespa caiu 10% em um dia (circuit breaker). Dólar disparou. Temer disse: 'Não renunciarei'.
Gravação de presidente em exercício com implicações criminais. Apresentar os fatos documentados (gravação existe e foi publicada). Temer negou irregularidades. Câmara barrou denúncias contra ele (duas vezes). Registrar sem pré-julgar o desfecho judicial.
17 de março
Operação Carne Fraca — escândalo nos frigoríficos
Polícia Federal deflagrou operação que revelou esquema de adulteração de carnes em frigoríficos brasileiros (BRF, JBS), com uso de produtos químicos para mascarar carne vencida e suborno de fiscais do Ministério da Agricultura. Mais de 30 países suspenderam importações de carne brasileira. Economia e reputação do agronegócio abaladas.
13 de julho (aprovação no Senado)
Reforma Trabalhista aprovada — CLT modernizada (ou precarizada)
O Congresso aprovou a reforma trabalhista do governo Temer, a maior mudança na CLT desde 1943. Principais mudanças: trabalho intermitente, negociado sobre legislado, fim da contribuição sindical obrigatória, home office regulamentado, terceirização irrestrita. Governo e empresários celebraram como 'modernização'. Sindicatos e oposição denunciaram como 'precarização dos direitos'.
Reforma com avaliações radicalmente opostas. Para apoiadores: modernização necessária, flexibilização, criação de empregos. Para críticos: perda de direitos históricos, precarização, enfraquecimento sindical. Apresentar ambas as perspectivas factualmente.
Junho e setembro
Temer denunciado pela PGR — Câmara barra (duas vezes)
O procurador-geral Rodrigo Janot denunciou Temer por corrupção passiva (junho) e depois por obstrução de justiça e organização criminosa (setembro). Em ambas as vezes, a Câmara dos Deputados votou contra a autorização para o STF julgar o presidente. Temer se tornou o primeiro presidente da história a ser denunciado criminalmente no cargo — e sobreviveu politicamente.
Denúncias formais contra presidente em exercício. Câmara exerceu prerrogativa constitucional ao barrar. Apresentar cronologia factual.
Outubro em diante
#MeToo — movimento contra assédio sexual explode
Após denúncias contra o produtor Harvey Weinstein, o movimento #MeToo explodiu globalmente. Milhões de mulheres compartilharam experiências de assédio e abuso. No Brasil, o movimento ganhou força com a hashtag #MeuPrimeiroAssédio (que já existia desde 2015) e abriu debates sobre cultura do assédio em todas as esferas — política, mídia, trabalho, família.
Tema delicado envolvendo violência sexual e relações de poder. Tratar com respeito às vítimas. Não minimizar denúncias.
12 de julho
Lula condenado por Moro na Lava Jato
O juiz Sergio Moro condenou o ex-presidente Lula a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Foi a primeira condenação criminal de um ex-presidente do Brasil. Lula negou as acusações e chamou o processo de perseguição política. A condenação foi confirmada em segunda instância (jan/2018) e posteriormente anulada pelo STF (2021) por incompetência de Moro.
Condenação criminal de ex-presidente é tema de máxima polarização. Registrar os fatos processuais: condenação em primeira instância (2017), confirmação em segunda instância (2018), anulação pelo STF (2021) por incompetência do juízo de Curitiba. Não emitir juízo sobre culpa ou inocência.
22 de maio
Atentado no show de Ariana Grande em Manchester — 22 mortos
Homem-bomba se explodiu na saída do show de Ariana Grande na Manchester Arena, matando 22 pessoas (a mais nova tinha 8 anos) e ferindo mais de 500. Ariana Grande organizou o One Love Manchester, show beneficente que arrecadou milhões. No Brasil, onde Ariana tinha base de fãs enorme, a notícia chocou e gerou debate sobre segurança em shows.
Atentado terrorista com vítimas jovens. Máxima sensibilidade.
Dezembro
Bitcoin atinge US$ 20.000 — febre cripto
Bitcoin subiu de US$ 1.000 (janeiro) para quase US$ 20.000 (dezembro) — valorização de 1.900% no ano. ICOs (ofertas iniciais de moedas) pipocaram. No Brasil, exchanges como Mercado Bitcoin e Foxbit viram número de clientes explodir. Uber, pizzaria, primo do WhatsApp — todo mundo falava em Bitcoin. A bolha estouraria em 2018.