25 de janeiro
Rompimento da barragem de Brumadinho — 272 mortos
A barragem de rejeitos da mina Córrego do Feijão, da Vale, rompeu em Brumadinho (MG). Uma avalanche de lama tóxica engoliu o refeitório da empresa, casas e a comunidade em segundos. 272 pessoas morreram, incluindo funcionários que almoçavam. Foi o maior desastre industrial do Brasil e o segundo rompimento de barragem da Vale em 3 anos (após Mariana, 2015).
VERY HIGH. Tragédia humana e ambiental. Respeito absoluto às vítimas. Tom factual sobre responsabilidades. Sem minimizar negligência corporativa.
1º de janeiro
Posse de Jair Bolsonaro — novo governo assume
Jair Bolsonaro tomou posse como 38º presidente do Brasil em Brasília, com desfile em carro aberto e forte esquema de segurança após o atentado de 2018. O governo se iniciou com promessas de liberalismo econômico (Paulo Guedes) e conservadorismo nos costumes. Apoiadores lotaram a Esplanada; críticos fizeram protestos em outras cidades.
VERY HIGH. Tema político. Tom factual, sem juízo de valor. Registrar contexto e reações de ambos os lados.
Agosto – setembro
Queimadas recordes na Amazônia — 'O pulmão do mundo em chamas'
O INPE registrou aumento de 84% nas queimadas na Amazônia em relação a 2018. Em 19 de agosto, São Paulo escureceu às 15h por fumaça vinda da Amazônia e Pantanal. #PrayForAmazonia viralizou mundialmente. Macron e líderes europeus pressionaram o Brasil. Bolsonaro demitiu o diretor do INPE após divergências sobre dados de desmatamento.
VERY HIGH. Tema ambiental e político. Dados do INPE como fonte primária. Registrar tensão governo vs. ambientalistas de forma factual.
22 de outubro
Reforma da Previdência aprovada
Após meses de negociação no Congresso, a PEC da Reforma da Previdência foi aprovada pelo Senado. A reforma fixou idade mínima de aposentadoria (65 homens, 62 mulheres), mudou regras de cálculo e tempo de contribuição. Governo estimou economia de R$ 800 bilhões em 10 anos. Centrais sindicais protestaram; mercado financeiro comemorou.
Tema político-econômico. Registrar posições favoráveis e contrárias.
Agosto – novembro
Manchas de óleo misterioso devastam litoral do Nordeste
Manchas de petróleo cru de origem desconhecida atingiram mais de 1.000 localidades em todos os 9 estados do Nordeste. Praias paradisíacas ficaram cobertas de óleo. Voluntários limparam com as mãos, sem equipamento adequado. A Marinha identificou um navio petroleiro grego como provável origem. O governo federal foi criticado pela demora na resposta.
Desastre ambiental. Destacar protagonismo dos voluntários.
8 de novembro
Lula deixa a prisão após decisão do STF
O STF decidiu por 6 a 5 que a prisão após condenação em segunda instância era inconstitucional. Com isso, Lula deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba após 580 dias preso. Foi recebido por multidão de apoiadores. A decisão reacendeu o debate sobre impunidade vs. garantias constitucionais.
VERY HIGH. Tema jurídico e político extremamente divisivo. Tom factual. Registrar decisão do STF e reações de ambos os lados.
12 de abril
Desabamento de prédios na Muzema (RJ) — 24 mortos
Dois prédios irregulares desabaram na comunidade da Muzema, Zona Oeste do Rio de Janeiro, após fortes chuvas. 24 pessoas morreram. As construções eram de milícias que controlavam o loteamento ilegal na região. O desastre expôs a relação entre poder paralelo e urbanização desordenada nas favelas cariocas.
Tema sensível: mortes, milícia, urbanização ilegal. Tom factual e respeitoso com as vítimas.
7 de julho
Brasil campeão da Copa América
Brasil venceu o Peru por 3 a 1 na final no Maracanã e conquistou a Copa América pela nona vez. Everton Cebolinha foi revelação do torneio. Neymar ficou fora por lesão. Tite recebeu alívio após fracasso na Copa de 2018. Foi o primeiro título brasileiro na competição desde 2007.
31 de dezembro
Surto misterioso em Wuhan — o vírus que mudaria tudo
No último dia de 2019, a China reportou à OMS casos de pneumonia de causa desconhecida em Wuhan. Poucos no Brasil prestaram atenção. Em semanas, o SARS-CoV-2 seria identificado e em meses o mundo pararia. Réveillon de 2019 para 2020 seria a última grande festa por muito tempo.
Contextualizar como prelúdio da pandemia, sem alarmismo retrospectivo.